
Para quem observa com atenção e interesse a realidade social do país, é cada vez mais perceptível o crescimento e a expansão das iniciativas institucionais, baseadas na livre associação de cidadãos e nos princípios da autogestão e cooperação.
Vitor Bento Munhão*
*Licenciado em Serciço Social
Mestrando Serviço Social Gestão de Unidades Sociais e de Bem-estar
Presidente da LAHDB
Presidente da Ass. Geral da LOP
Conselho Técnico da LOP
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Para quem observa com atenção e interesse a realidade social do país, é cada vez mais perceptível o crescimento e a expansão das iniciativas institucionais, baseadas na livre associação de cidadãos e nos princípios da autogestão e cooperação. O termo economia social, utilizado como designação deste novo fenómeno, oculta uma realidade bastante diversificada, a qual suscita um conjunto muito importante de questões teóricas e práticas. Sabe-se, por exemplo, que as actividades económicas desses empreendimentos abrangem diferentes sectores produtivos, envolvem categorias sociais as mais diversas – muitas vezes mescladas – e comportam distintas formas de organização: de grupos informais de pequenas associações a grandes instituições de solidariedade social. Além disso, as origens repousam por vezes em laços familiares ou vínculos comunitários de longa tradição, enquanto há casos em que se formaram pela luta colectiva de operários e de trabalhadores rurais, dentro de uma mobilização mais amplas e de uma clara conotação política. Do nosso ponto de vista, é suficiente lembrarmo-nos das inúmeras associações espalhadas em várias regiões do país e da multiplicação dos grupos colectivos. Não é de hoje que a solidariedade económica é utilizada como recurso pela sociedade civil. Formas comunitárias e autónomas de entreajuda existem há bastante tempo. No entanto, apercebemo-nos que actualmente podemos estar diante de uma germinação de formas de economia alternativa, pela sua distinção entre a lógica mercantil capitalista, e de alternativas económicas para os aqueles de menores posses, tratando-se de empreendimentos variáveis, i.e., capazes de assegurar sua auto-sustentação e sua condição social. |