
Olá! Cá estou eu de novo a partilhar com os meus pares, preocupações, sentimentos e conhecimentos. E eu que cheguei a pensar durante tanto tempo que era um desgraçado e que não se “via” ninguém com saco a não ser eu, mas enganei-me.
Graciete Cavaco**
| Olá! Cá estou eu de novo a partilhar com os meus pares, preocupações, sentimentos e conhecimentos. E eu que cheguei a pensar durante tanto tempo que era um desgraçado e que não se “via” ninguém com saco a não ser eu, mas enganei-me. Temos feito passeios e encontros de ostomizados e suas famílias através da nossa Liga e realmente fico espantado ao constatar que há tanta gente na mesma situação, mas o que eu não imaginava verdadeiramente é que também havia jovens ostomizados. Na realidade nem imagino o que vai naquelas cabeças. Não se nota nada, e são pessoas que até fazem a sua vida conjugal e profissional. Aliás quando vou aos passeios não consigo evitar olhar para ver se percebo quem é ostomizado, raramente consigo “ver”. Segundo disse a enfermeira quando se nota muito o estoma é porque provavelmente temos uma hérnia abdominal e então podemos usar uma cinta própria para ostomizados. Ela diz que as pessoas que necessitam usar cinta quando se habituam já não saem á rua sem ela, sentem maior segurança. Aprendi também que a cinta deve ser colocada sempre com a pessoa deitada, portanto se vou mudar de saco á casa de banho, depois vou-me deitar na cama ou no sofá, ponho a cinta e vou á minha vida … Devo ainda lavá-la com água morna á mão ou na máquina dentro de um saco de rede e depois secar á sombra. Nas viagens não precisava que parassem tantas vezes, mas sei que há estomas que deitam fezes líquidas por estarem situados no intestino delgado e então tem que ir mais vezes á casa de banho, deste modo andamos a contento de todos e ainda bem. Estamos a ficar um grupo de viciados, e já ouvi umas propostas para irmos a um sítio com bailarico! Nesta viagem falei ainda com pessoas ostomizadas há vários anos e que não conheciam a enfermeira que nos apoia, elas queixam-se de dor e sangue no sítio do estoma, tinha-se passado o mesmo comigo, e então passei a cortar a placa ou saco mesmo á medida do estoma e mudei de material que o meu já era muito antigo, agora existem outros mais modernos que eu não conhecia e já não tenho sangue quando me limpo, nem tenho dor. Nós com a enfermeira podemos experimentar outros materiais que ela nos dá para saber qual gostamos mais, e depois vamos de novo á nossa Liga dos Amigos do Hospital Distrital do Barreiro pedir os sacos que nós próprios escolhemos dentro dos mais adequados ao nosso caso, a forma do estoma ou á forma da barriga. E pronto, por hoje basta, estou aberto a sugestões. Sr. Estoma ** Enfermeira HNSR, consulta de Estomoterapia do HNSR Temos feito passeios e encontros de ostomizados e suas famílias através da nossa Liga e realmente fico espantado ao constatar que há tanta gente na mesma situação, mas o que eu não imaginava verdadeiramente é que também havia jovens ostomizados. Na realidade nem imagino o que vai naquelas cabeças. Não se nota nada, e são pessoas que até fazem a sua vida conjugal e profissional. Aliás quando vou aos passeios não consigo evitar olhar para ver se percebo quem é ostomizado, raramente consigo “ver”. Segundo disse a enfermeira quando se nota muito o estoma é porque provavelmente temos uma hérnia abdominal e então podemos usar uma cinta própria para ostomizados. Ela diz que as pessoas que necessitam usar cinta quando se habituam já não saem á rua sem ela, sentem maior segurança. Aprendi também que a cinta deve ser colocada sempre com a pessoa deitada, portanto se vou mudar de saco á casa de banho, depois vou-me deitar na cama ou no sofá, ponho a cinta e vou á minha vida … Devo ainda lavá-la com água morna á mão ou na máquina dentro de um saco de rede e depois secar á sombra. Nas viagens não precisava que parassem tantas vezes, mas sei que há estomas que deitam fezes líquidas por estarem situados no intestino delgado e então tem que ir mais vezes á casa de banho, deste modo andamos a contento de todos e ainda bem. Estamos a ficar um grupo de viciados, e já ouvi umas propostas para irmos a um sítio com bailarico! Nesta viagem falei ainda com pessoas ostomizadas há vários anos e que não conheciam a enfermeira que nos apoia, elas queixam-se de dor e sangue no sítio do estoma, tinha-se passado o mesmo comigo, e então passei a cortar a placa ou saco mesmo á medida do estoma e mudei de material que o meu já era muito antigo, agora existem outros mais modernos que eu não conhecia e já não tenho sangue quando me limpo, nem tenho dor. Nós com a enfermeira podemos experimentar outros materiais que ela nos dá para saber qual gostamos mais, e depois vamos de novo á nossa Liga dos Amigos do Hospital Distrital do Barreiro pedir os sacos que nós próprios escolhemos dentro dos mais adequados ao nosso caso, a forma do estoma ou á forma da barriga. E pronto, por hoje basta, estou aberto a sugestões. Sr. Estoma ** Enfermeira HNSR, consulta de Estomoterapia do HNSR
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