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No âmbito do nosso projecto acerca do voluntariado, para compreendermos melhor como é a vida diária de uma pessoa que não tem parte do seu corpo, foi-me pedido para que imaginasse como seria se tivesse cancro nos intestinos e como seria se tivesse de ficar sem os mesmos. Para tornar mais real a situação foi-me colocado um saco que uma pessoa ostomizada tem de utilizar no seu dia-a-dia para poder realizar as suas necessidades fisiológicas tanto sólidas como líquidas, No início não tinha bem em mente as dificuldades que tinha de ultrapassar nem como era de facto o quotidiano destas pessoas mas, após me terem sido descritas algumas situações, comecei a ter mais noção do quão difícil é do quão desesperante deve ser. O saco provocava-me bastante comichão na barriga e logo a partir dos primeiros momentos apeteceu-me tirá-lo. Usar roupa justa ou, por exemplo, colocar a camisa para dentro das calças revelou-se uma tarefa impossível. Sentar-me no carro e colocar o cinto de segurança de forma confortável também se mostrou difícil . Ao andar o saco fazia um barulho incomodativo e, ao chegar a casa, repararam logo que trazia algo por debaixo da roupa. A sensação desconfortável foi aumentando cada vez mais, atingindo o seu cúmulo à noite quando me vi completamente incapacitada de me deitar de barriga para baixo. Questionei-me imenso como é que uma pessoa consegue viver a sua vida com um saco sempre na sua barriga, ainda por cima cheio. A resposta não se alterou. Uma pessoa não consegue viver assim, simplesmente sobrevive. É urgente proporcionar-se qualidade de vida a estas pessoas. É urgente não deixarmos que eles sejam entregues à doença, tornando-se escravas dela. É urgente trazer conforto a estas pessoas e fazê-las suportar mais facilmente esta doença. |
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Grande parte da população mundial, tanto feminina como masculina, é afectada pelo cancro da mama. As mulheres são quem mais sofre com este problema uma vez que o cancro da mama implica muitas vezes a realização de uma mastectomia, ou seja, a remoção de parte ou mesmo da totalidade da mama e, sendo esta símbolo de feminilidade, a mulher, vendo o seu corpo ser mutilado, sente-se envergonhada, desvalorizada, inferiorizada e pensa que jamais conseguirá levar de novo uma vida plena. Deixa então de usar roupas justas ou decotadas, deixa de ir á praia, de se despir em frente a outras pessoas, sente vergonha do seu próprio corpo. A boa notícia que possibilitará ultrapassar de melhor forma esta diminuição drástica da auto estima é que diversos estudos demonstraram que uma mulher cujo núcleo familiar e de amigos lhe dá todo o apoio, carinho e conforto, sofre menos. A família e os amigos deve mostrar à mulher mastectomizada que ela continua a ter muito valor, continua a ter as mesmas qualidades que tinha e que ainda é a mulher que sempre foi até ali. A vida sexual é também muito afectada mas, mais uma vez, a ajuda do parceiro é essencial. Este deve mostrar compreensão e deve agir com naturalidade, dizendo-lhe que ela continua bonita e atraente e que não é por a mulher ter realizado uma mastectomia que perderão a qualidade da sua vida sexual. A compreensão, o respeito e a cooperação entre todos é fundamental. E tudo começa na própria mulher que não deve desistir de viver, mas sim pensar que a sua personalidade vale mais que o seu aspecto exterior e que é por ela que todos irão valorizá-la. |