Câmara Municipal do Barreiro
Núcleo de Voluntariado - Liga dos Amigos do Hospital Distrital do Barreiro
Instituição agraciada com a Medalha de
Mérito Municipal Prata a 28 de Junho de 2006

Testemunhos

Author: Tania Albuquerque - INEXISTENCIA - Estagiária 12ºAno Area de Projecto

Uma mastectomia não é uma simples operação. Esta trás reprecursões quer a  nível físico quer, e principalmente,  a nível psicológico.  

A mulher valoriza imenso o peito, pois este fá-la ,talvez, sentir mais mulher do que qualquer outra parte do corpo; é uma marca de feminilidade, tanto para ela como para o homem e até para a sociedade no geral.  Ao ser feita uma mastectomia onde lhe é retirada a mama, a mulher vai sentir-se com vergonha – do seu corpo, da forma como os outros vão olhar para ela, vergonha de fazer coisas que antes eram simples e banais como ir á praia ou comprar roupa com decotes – isto vai fazer com que se sinta não só menos feminina como também á parte da sociedade; vai sentir-se incompleta,  menos "ela", vai sentir que deixou de existir como mulher.  

A mulher mastectomizada pode, contudo, disfarçar – através de implantes mamários, e de roupa – quer seja lingerie ou roupa comum - o facto de ter perdido uma mama, mas quer os implantes quer a roupa têm custos que muitas mulheres não conseguem  suportar;  Isto faz com que  o pensamento de que deixou de existir como mulher esteja cada vez mais presente na sua cabeça, uma vez que disfarçar tal acontecimento se torna cada vez mais difícil. Na maior parte das vezes, na minha opinião, o homem também não sabe nem consegue lidar muito bem com esta situação, acabando por demonstrar á sua companheira que se sente pouco á vontade com o facto de a mulher com quem se está a relacionar não ter uma mama. Tudo isto afecta psicologicamente a mulher, o que poderá levar a complicações psicológicas bastante graves como depressões, podendo chegar mesmo ao suicídio.

Assim sendo é importante que a família, amigos e ate mesmo a sociedade se preocupem com o bem estar da mulher mastectomizada a fim de lhe diminuir o sofrimento causado pela doença e pela consequente perda da mama. È importante que a mulher seja valorizada, que não seja discriminada, e que haja principalmente compreensão para que não sinta que deixou de existir como mulher depois de uma mastectomia.

 
Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Author: Maria Leonor Castro **

Autora Maria Leonor Castro **
Hoje sinto-me lisonjeada por dar a conhecer aos meus caros leitores, o tão desejado espaço que o Hospital Nossa Sra. Do Rosário nos concedeu.

Há muito que precisávamos de um sítio maior, pois a articulação entre a Liga e o Voluntariado fazia-se com grandes dificuldades. Presentemente atendemos perto de 300 pessoas que são utentes ostomizados, participando monetariamente nas pomadas para os oncológicos da Radioterapia e são concedidas Ajudas Técnicas como camas articuladas, colchões anti-escaras, cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, tripés, etc. No Boletim Nº.3 contei um pouco o que deve ser um Voluntário, aludirei ainda; Saber comunicar; Ter um bom humor sem excesso; Não falar alto. Ser silencioso; Manter o silêncio nas enfermarias; Saber escolher o tema da conversa; Trazer alegria, não aumentar o sofrimento; Dar sem qualquer troca; Saber ouvir com serenidade, transmitindo esperança; Fazendo mais quem quer do que quem pode é pois também esta uma missão de carácter missionário.

Despeço-me com amizade e até lá vamos sorrir, ouvir e servir.
Mão Amiga deseja-vos um Natal Feliz
** Vice-presidente da LAHDB / Coordenadora do Núcleo de Voluntariado da LAHDB
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
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